nov
30
2009
0

5 sites que ajudam você a planejar suas finanças

Serviços online ajudam a manter as contas em ordem, do cartão de crédito à compra da casa própria.

Em meio a contas, extratos e boletos, o cidadão pode ficar sem saber como dividir a sua renda entre gastos e investimentos. Uma solução está na educação financeira, hábito ainda pouco difundido no País mas que é capaz de auxiliar o cidadão a se precaver e a controlar as suas economias.

A internet já vem sendo utilizada como forma de tornar a vida do brasileiro mais fácil. Sites e ferramentas online de planejamento financeiro podem ser utéis para quem precisa se organizar diariamente na administração da vida financeira doméstica.

Confira nossa seleção de 5 sites que podem ajudá-lo a superar esse transtorno e entrar em 2010 com dinheiro no bolso.

Financeironet – Ferramenta gratuita para gestão e controle financeiro pessoal. Gerencia gastos, receitas e despesas domésticas. Não tem limite de tempo, nem de uso. O site também possui um blog com matérias, entrevistas e respostas sobre finanças pessoais.

Contas Online – Com direito a video-aula, esse controlador de débitos, gastos e orçamento familiar fornece tutoriais e envio de e-mails como lembrete das contas a vencer. O site oferece também gráficos de consultas, comparativos de todos os meses e serviço de atendimento, além de conter informações atualizadas sobre o cenário econômico. A ferramenta tem alguns serviços pagos e outros gratuitos.

Mais Dinheiro – Portal criado pelo economista Gustavo Cerbasi, o site (gratuito) possui simuladores financeiros e dá dicas de como economizar, além de trazer notícias, vídeos e conselhos sobre finanças domésticas. Os usuários podem utilizar o endereço para consultas online por meio de e-mails ou pelo blog do autor.

Financenter – Didático, o site é destinado ao planejamento financeiro familiar, com dicas, passo-a-passo nos gerenciamentos de gastos e utilização de cheques e cartões de créditos. O endereço tem ferramentas para cálculos domésticos.

Minhas Economias – Este sistema gratuito de controle financeiro calcula gastos e saldos das contas correntes, registrando contas de luz, água, cartões de crédito e muitas outras. Além de auxiliar o usuário a economizar, o site possui um blog com notícias e atendimento de dúvidas dos internautas, bem como um canal de educação financeira.

Fonte: IDG Now!

Escrito por Rafael Costa da Silva in: Internet,Planejamento | Tags:, ,
nov
27
2009
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Presidente do NIC.br prevê insucesso de domínios sem o tradicional “.com”

Um dos pais da web no Brasil, Demi Getschko diz que URLs genéricas já foram lançadas sem sucesso e critica modelo de negócios do novo sistema.

A liberação de domínios que abandonam os tradicionais “.com”, “.net” e “.org”, conhecidos como Generic Top Level Domains (gTLD), terão sucesso limitado no mercado quando a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) abrir inscrições, segundo o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (NIC.br), Demi Getschko.

Um dos pais da internet comercial no Brasil, Getschko usa como parâmetro para sua opinião o relativo insucesso que outros gTLDs experimentaram quando foram oficializados pela ICANN, como é o caso de “.asia”, “.biz” ou “.travel”.

Se um domínio teoricamente bom, como “.travel”, não se popularizou tanto frente ao “.com”, Demi questiona, por que os novos experimentariam caminhos diferentes?

O engenheiro cita como exemplo incomum de gTLD de sucesso o “.cat”, destinado especificamente para sites voltados à comunidade catalã na Espanha.

Os novos gTLDs permitirão que empresas criem e gerenciem domínios que usem termos genéricos como sufixos, como “.nomedaempresa”.

Programado para começar a ser negociado em março de 2010, o novo domínio foi prorrogado para que a ICANN discutisse questões relativas ao registro de marcas.

“Não vejo porque (o novo gTLD) daria mais certo do que deu os que temos em mão hoje. A não ser que haja uma grande divulgação e campanha de marketing por trás”, afirma Demi.

Segundo ele, o novo tipo de domínio “está sendo pintado como algo que é novo, mas não é”.

“É a continuação do processo. Quanto mais (domínios diferentes) você cria, mais gera confusão para o público. O pessoal já está bem acostumado com o que tem atualmente. A chance de se mudar para outras coisas é menor”, analisa.

Além de exemplos anteriores, Demi explica seu ceticismo quanto ao sucesso dos novos gTLDs pela falta de um modelo de negócio claro.

“Não acho que (este modelo) vai conseguir se sustentar. Se não houver 10 mil registrantes, nem viável economicamente é”, afirma, se referindo à necessidade dos interessados pagarem 185 mil dólares para registrar termos, além de taxa anual de 25 mil dólares.

O preço exigiria que empresas que contrataram novos gTLDs vendessem um número alto de novos registros para ter o mínimo de lucratividade frente ao investimento.

Além das taxas à ICANN, empresas ainda teriam que desembolsar dinheiro com infraestrutura para que pudessem gerenciar os domínios. “Não é um negócio gigantesco”.

A questão ainda pode se agravar caso a ICANN tome decisões quanto ao processo de disputa por um termo específico.

“Como vai decidir quem vai registrar o ‘.news’, por exemplo? Vão se descobrir que 89 querem e a ICANN pode fazer um leilão. Provavelmente, não vai adiantar ter 185 mil dólares, vai ter que ter um milhão e meio de dólares”, afirma, em exemplo

O adiamento para discussão sobre problemas envolvendo registro de marca significa, nos cálculos de Demi, que os novos gTLDs não deverão estar funcionando, pelo menos, até o começo de 2011.

Antes do seu lançamento, a ICANN ainda colocará no ar durante o primeiro semestre de 2010 os domínios que usam caracteres não latinos e implementará o DNS SEC, novo protocolo que transforma URLs em IPs mais seguros que a atual versão.

Fonte: IDG Now!

Escrito por Rafael Costa da Silva in: Internet,O2 |
nov
18
2009
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Dez lições para não cair nas armadilhas do branding

O especialista Jaime Troiano dá dicas do que não se deve fazer quando o assunto é marca. Entre elas, não confiar apenas no nome e jamais fazer uma “surubrand”

Por: Ricardo Lacerda / Redação de AMANHÃ

Sabe aquela história de que todo brasileiro tem um pouco de treinador de futebol? Pois é. Parece que de marketeiro também. Essa é a opinião de Jaime Troiano, um dos profissionais mais respeitados do Brasil quando o assunto é branding. Sócio-diretor do Grupo Troiano de Branding, o especialista palestrou na sede da ADVB/RS nesta terça-feira, em Porto Alegre, destacando alguns pontos do que está esmiuçado ao longo das 375 páginas do livro As marcas no divã, recém-lançado pela Editora Globo. “No Brasil, todo mundo gosta de opinar sobre marca. É um tema perigoso, que leva empresas a fazerem o que não devem”, afirmou. Troiano resumiu em dez pontos os principais temas de sua obra, destacando o que as organizações devem fazer para evitar as armadilhas do branding. Confira:

1. Não confundir aparência com essência:
Muita gente faz análises apressadas sobre o que as pessoas sentem e pensam sobre uma marca. Segundo Troiano, a primeira resposta nunca é a expressão da verdade: “Para saber a real importância da marca para o consumidor, é preciso entrar na vida dele como se faz na antropologia”. O especialista cita salões de beleza como exemplos de ambiente em que é possível conseguir opiniões sinceras. “Salões de beleza são verdadeiras aulas de marketing. Neles, as opiniões são fiéis, livres e espontâneas”, avalia.

2. Marketing e projetos de felicidade:
Jaime Troiano sugere uma espécie de cálculo para ilustrar a importância que as marcas têm para as pessoas. A equação leva em consideração o que determinada pessoa pensa a respeito de si mesmo e o que ela gostaria de ser – ou seja, seu estado de idealização. Por exemplo: um vendedor de jornal gostaria de ser gerente de banco. Para isso, ele precisará se vestir de maneira “x”, estudar na escola ou faculdade “y”, e assim por diante. “No meio disso, tem um vazio. Na busca pelo ideal, está o espaço para a inserção das marcas. Nós [publicitários, profissionais de branding] não criamos necessidades, apenas construímos felicidade”, afirma Troiano.

3. Brand equity:
“Essa é uma parte espinhosa”, diz o especialista. Segundo ele, para as empresas de capital aberto é bem mais simples fazer um cálculo do valor da marca. Primeiro, é necessário consultar o balanço financeiro e chegar ao saldo patrimonial. “Só com isso, não se pode medir os bens intangíveis, como propriedade intelectual, grau de inovação e, é claro, marca”, observa. Daí a necessidade de verificar o valor de mercado da empresa, ou seja, a soma de todas as suas ações. A diferença (divisão) entre o valor de mercado e o valor patrimonial representa o valor da marca. “Brand equity é a relação matemática entre o valor de mercado e o valor patrimonial”.

4. Espaços difíceis de conquistar:
Para classificar a relação dos consumidores com as marcas, Troiano sugere que se desenhe uma pirâmide com cinco degraus. Cada um representa um estágio na relação com o público. No topo da pirâmide, está o grau de “idealização”, em que o consumidor nutre quase uma paixão pela grife. “É neste degrau que ficam os advogados da marca, as pessoas que a defendem vigorosamente”, explica o especialista. Depois, aparecem, na ordem, os degraus “preferência”, “familiaridade”, “rejeição” e “desconhecimento”. De acordo com o Grupo Troiano de Branding, que já trabalhou com mais de 600 empresas, os consumidores brasileiros estão bastante suscetíveis a mudar de degrau. “A maior parte do público ainda não tomou decisões, ou seja, a guerra não está ganha – nem perdida”, explica Troiano.

5. Só a palavra não adianta:
Escolher um nome para uma nova marca vai muito além da questão ortográfica. “Vai depender da embalagem na qual este nome estiver inserido e da comunicação ligada a ela. Isso é o que cria o poder de uma marca”, afirma o especialista. Na opinião de Jaime Troiano, o significado da marca só aparece quando essa composição de fatores estiver homogeneizada. “Não caiam na armadilha de pensar que só o nome dá significado a uma marca”, sentencia.

6. Marcas fortes têm poder multiplicador:
O século 20 marcou o nascimento de milhares de marcas. Para Troiano, o século 21 está sendo caracterizado pela extensão dessas marcas em novos produtos. Para isso, alerta o especialista, é preciso tomar todos os cuidados para não cair em armadilhas – como fez a União, tradicional marca de açúcar que lançou, alguns anos atrás, barras de cereais. “As pessoas associavam o produto ao açúcar e não compravam”, lembra. Por outro lado, há casos em que, se bem planejada, a estratégia vira um sucesso. “Quem diria que uma marca de caderno poderia virar várias áreas de um negócio?”, questiona Troiano – referindo-se à linha da Tilibra, que vai de cadernos até itens para escritório. Na visão do especialista, é necessário fazer um “estudo das gôndolas mentais dos consumidores”. “Temos de pensar que outros produtos as pessoas comprariam com aquela marca. Isso só dá certo quando o cliente é consultado”, explica.

7. A marca das marcas:
Troiano acredita que uma marca perde competitividade ao lutar sozinha contra as outras. “Elas precisam de um papai”, brinca o especialista, que, logo em seguida, explica: “A Skol precisa da AmBev, o Leite Ninho precisa da Nestlé, e assim vai”. Fica evidente, então, a importância das marcas corporativas. “É algo que vai crescer muito daqui para frente. As marcas corporativas estão adquirindo poder de negócio, algo que antigamente não tinham. Reputação corporativa não é o que a marca promete, é o que dela é percebido”.

8. Arquitetura e “puxadinhos”:
À medida que as organizações crescem, lançam novos produtos, novas unidades e atuam em novos mercados, muitas delas começam a adotar diferentes marcas – prática que é condenada por Troiano. Para ele, mais vale uma casa bem montada do que vários “puxadinhos”. “Isso me parece aquela história da sobrinha do diretor de marketing, que fez escola de arte. Ele pensa que ela tem talento, ela cria uma nova marca para a unidade tal…”, exemplifica Troiano. A mistura de marcas dentro de uma mesma organização é chamada por Troiano – de maneira bem-humorada e que dispensa explicações – de “surubrand”.

9. Transformar a marca em tapume:
“Ou os colaboradores são os primeiros apóstolos de uma marca ou são eles mesmos que farão com que ela não chegue ao mercado”, diz Troiano. Ou seja, os funcionários tanto podem hastear a bandeira a favor da empresa como podem condená-la. Por isso, lembra, é preciso fazer com que todos os empregados conheçam o core business da organização – tudo muito às claras. “Há casos de consumidores que são mais apaixonados por uma marca do que os próprios funcionários dessa empresa. Aí é uma bomba de efeito retardado que em algum momento explode”, destaca.

10. Como ser um mestre do antibranding:
Para encerrar a lista com dez pontos para trabalhar com marcas evitando armadilhas, Jaime Troiano elaborou uma espécie de “sublista”. Nela, estão ações que devem ser tomadas por quem quer destruir (isso mesmo!) uma marca. Ou seja, a menos que você esteja indignado com sua empresa, não faça nada disso do que está relacionado abaixo:

- Reduza a verba de comunicação
- Contente-se com o que escuta dentro da empresa
- Mude constantemente de empresa de comunicação
- Deixe todas as questões envolvendo marca exclusivamente com os departamentos de marketing e comunicação (como se tudo que envolve branding fosse atribuição somente dessas áreas)
- Não gaste com pesquisa
- Aposte tudo na notoriedade e tenha fé que isso, sozinho, resolve
- Continue pensando como sempre pensou: a propaganda resolve tudo / a propaganda não resolve nada
- Entenda as classes C e D como classes C e D
- Invista pouco ou nada em design
- Acredite que sua marca é tão forte que resiste a tudo.

Escrito por Gustavo Branda in: Branding,Marketing | Tags:
nov
15
2009
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nov
10
2009
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Possibilidades e estratégias de agregação de valor para o cliente

1. Clientes exigentes, mercado em constante mudança

“Ninguém gosta de sentir calor na fila do crediário, perder tempo procurando local para estacionar, nem de manipular embalagens pouco práticas. Mais exigentes, os consumidores comemoram o seu dia (15 de março) e não se contentam mais em ficar quietos. Além de cobrar seus direitos, eles querem ver suas queixas se transformarem, de fato, em melhorias”. (Zero Hora, 15 de março de 2006, p. 18).

É pensando nesses clientes exigentes e repletos de informação que as organizações buscam, cada vez mais, obter e manter vantagens competitivas sobre seus concorrentes dentro de um mercado onde existem produtos inovadores e serviços altamente qualificados. Esta realidade dificulta a conquista, a manutenção desses clientes e a sua permanente fidelização.

A competitividade, a necessidade de agregar valor às ofertas e de comunicar isso, a fim de que o cliente perceba os diferenciais, também são conseqüências da ação constante das mudanças sócio-econômicas mundiais, onde se exige ações rápidas que promovam adequações estruturais nas empresas para melhor preparar e enfrentar as adversidades do ambiente.

Desta forma, identificar o real Valor para o Cliente é prioridade num cenário em que produtos e serviços perdem suas características locais e regionalizadas para tornarem-se conhecidos de todas as formas e em todos os mercados, bem como, perceber o que o cliente considera como valor é de fundamental importância.

Outro aspecto relevante a ser considerado é que a empresa deve não apenas atender as necessidades do cliente, mas também observar e antecipar-se as mudanças. Desta forma, a organização poderá assegurar sua permanência no mercado, assim como, a retenção dos clientes conquistados visando manter sua atuação e renda futura.

Nesta perspectiva, o presente estudo procura abordar os diversos aspectos relacionados às possibilidades e estratégias de agregação de valor para o cliente, através de pesquisa bibliográfica.

2. Marketing e valor para o cliente

Inicialmente faz-se necessário ter um entendimento sobre a relação do marketing com o valor para o cliente. Um exemplo vem de quando a Procter&Gamble, multinacional de produtos de higiene e limpeza ouviu as reclamações de seus clientes e percebeu que podia entregar mais valor a eles através de simples alterações. Atendendo a pedidos, a empresa mudou o tamanho das embalagens da pomada Hipoglós, um dos carros-chefe de vendas. Além disso, em vez do tubo de metal, criou mais uma opção: o tubo de plástico. A multinacional, que recebe mais de 20 mil ligações por dia de seus clientes, considera as reclamações como uma contribuição, uma forma de melhorar o seu produto/serviço.

Kotler (1998) assume que a chave para atingir as metas organizacionais consiste em ser mais eficaz do que os concorrentes para integrar as atividades de marketing, satisfazendo, assim, as necessidades e desejos dos mercados-alvos. Ainda o autor (1998) define que “marketing é um processo social e gerencial pelo qual os indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com os outros”.

Já na opinião de Levitt, (1990), “a imaginação de marketing é o ponto de partida do êxito em marketing. Distingue-se de outras formas de imaginação pela capacidade especial que tem de entender clientes e seus problemas, e pelos meios de empolgar sua atenção e hábitos”.

Nesta mesma linha, Kotler (2000), afirma que o objetivo maior do marketing é tornar a venda supérfula, mesmo que algum esforço de vendas sempre seja necessário. A meta, conforme ele, é conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço se adapte a ele e se venda por si só. O ideal é que o marketing deixe o cliente pronto para comprar. A partir daí, basta tornar o produto ou serviço disponível.

Assim, nesse processo de trocas existentes entre as pessoas ou organizações, cabe ao marketing enxergar e suprimir as necessidades e desejos dos clientes através de mecanismos que diferenciem a empresa da concorrência, e por sua vez, agreguem valor a toda e qualquer transação de troca.

2.1. Valor agregado à oferta

Conquistar e encantar novos consumidores superando os concorrentes é um esforço contínuo realizado pelas organizações, assim como, manter os clientes já existentes. Desta forma, o conceito de valor torna-se pertinente:

“Valor entregue ao consumidor é a diferença entre o valor total esperado e o custo total do consumidor. Valor total para o consumidor é o conjunto de benefícios esperados por determinado produto ou serviço. Custo total do consumidor é o conjunto de custos esperados na avaliação, obtenção e uso do produto ou serviço” (KOTLER, 1998).

Kotler (1998), exemplifica o conceito acima enfatizando que além do custo monetário, devem ser pensados os custos de tempo e de energia física e psíquica do comprador. O comprador avalia esses custos juntamente com custo monetário para compor um quadro do custo total do consumidor. O autor, ainda ressalta que diversas organizações visam uma altíssima satisfação, pois se os consumidores estiverem apenas satisfeitos estarão dispostos a mudar quando surgir uma melhor oferta do que a anterior. Já os clientes plenamente satisfeitos estão menos dispostos a realizar mudanças. Todavia, a alta satisfação, ou mesmo o encanto cria afinidade emocional com a marca, trazendo como resultado a alta lealdade do consumidor.

Do contrário, clientes insatisfeitos são um ponto sensível para os negócios. As empresas que não souberem ‘ouvir’ o cliente, além de correr o risco de perdê-lo, podem vê-lo influenciar negativamente uma grande rede de contatos.

Para efetivamente conseguir manter e criar novos clientes, a empresa precisa centrar-se nos seus consumidores agregando valor aos seus produtos/serviços. Clientes satisfeitos e dispostos a retornar e a pagar pelos produtos ou serviços oferecidos é o maior ativo que uma empresa pode possuir.

Segundo Porter (1985), o valor que uma empresa consegue criar é a sua base de sustentação desde que os seus clientes o percebam e estejam dispostos a pagar por ele. O autor supõe que o ponto de partida para o crescimento sustentável de uma empresa é satisfazer seus clientes e conseguir que estes paguem pelos produtos oferecidos mais do que os custos que a empresa teve com ele. Porém, é o cliente, muitas vezes com base somente em sua percepção, quem decide qual é o valor de determinado atributo ou benefício proporcionado por um produto ou serviço.

Em virtude da dificuldade de avaliar o valor de um determinado produto ou serviço, mesmo após o seu uso, os compradores utilizam-se de alguns indicadores como propaganda, valor da marca, embalagem, atendimento, estacionamento e outros benefícios. De acordo com Churchill & Peter (2000), o marketing voltado para o valor deve se apoiar em seis princípios, descritos a seguir:

* Concentrar-se em iniciativas que criam e fornecem concretamente valor ao cliente;

* Oferecer aos clientes um valor superior em relação aos concorrentes;

* Estar atento, e se necessário, mudar o ambiente competitivo para aumentar as chances de sucesso;

* Utilizar equipes dinâmicas para melhorar a eficiência e a eficácia das atividades;

* Melhorar continuamente o planejamento, a implementação e o controle das atividades;

* Levar em consideração os impactos das atividades sobre os diversos stakeholders.

Outras estratégias que a empresa deve empreender para avaliar o valor percebido pelos seus clientes, como forma de contribuir para a sua competitividade são: selecionar os clientes a serem conquistados, fidelizados e avaliados; averiguar o que esses clientes priorizam e valorizam; analisar os resultados (lucratividade) obtidos; propor soluções para melhorar o valor entregue; e fazer o constante monitoramento do mercado.

3. Agregar valor – eis a diferença

Com base no estudo bibliográfico que apontou estratégias e possibilidades de agregação de valor, percebe-se que o valor é a base do relacionamento do cliente com a empresa. Os produtos e serviços de toda e qualquer organização precisam satisfazer as necessidades e expectativas do cliente, e acima de tudo, diferenciar-se. Quando o cliente não percebe o valor da empresa, do produto ou serviço, as melhores estratégias de marca e as mais fortes estratégias de retenção não terão muito efeito. A conexão de valor começa com as expectativas do cliente sobre o produto ou serviço, as quais se formam antes da primeira transação e encerram com quesitos como uma pós-venda e assistência técnica de qualidade.

Outro aspecto a ser levado em conta é que o valor fica fortalecido na medida em que os bens reais e as experiências de consumo satisfaçam ou excedam as expectativas do cliente. Como o valor pode ser definido como a comparação entre aquilo que o cliente pensa que obteve em troca daquilo que ele pensa que ‘pagou’, há fundamentalmente duas formas pelas quais o valor pode ser percebido na prática: ou a empresa dá ao cliente mais do que ele quer obter, ou a empresa reduz aquilo que ele precisa dar em troca.

No entanto, as empresas devem analisar que o valor percebido por determinado cliente em um produto/serviço, pode não ser o mesmo valor percebido por outro cliente ou pela própria empresa ofertante. Isto significa que as diferenças individuais devem ser avaliadas. Portanto, conhecer os públicos-alvo a quem uma oferta se destina é uma forma de fazer considerar suas expectativas e anseios para o desenvolvimento e a apresentação de uma oferta de valor a eles.

Referências Bibliográficas

CHURCHILL JR., Gilbert A., PETER, J. Paul. Marketing: criando valor para os clientes. São Paulo: Saraiva, 2000.

KOTLER, Philip. Administração de marketing: análise, planejamento, implantação e controle. São Paulo: Atlas, 1998.

KOTLER, Philip; SAPIRO, Arão (Rev.) Administração de marketing. 10.ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

LEVITT, Theodore. A imaginação de marketing. 2.ed. São Paulo: Atlas, 1990.

MALHOTRA, Naresh. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

Jornal ZERO HORA, ano 42, nº 14.810, de 15 de março de 2006.

PORTER, Michael E. Estratégia competitiva. Técnicas para análise de indústrias e da concorrência. 7.ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1986.

* Gustavo Branda, Coordenador de marketing do IOT – Passo Fundo ( www.iotrs.com.br ),  formado em Administração de Empresas  e  Especialista em Gestão de Marketing em Serviços a Varejo.

nov
06
2009
0

Marketing de Graça – é possível?

A resposta é sim!

Hoje em dia com a grande popularidade da internet, Marketing Online está se tornando uma das ferramentas mais poderosas de publicidade. Por que? Pois é de graça, é focada na audiência relevante, e pode atingir milhares de clientes potenciais.

Algumas das principais ferramentas de marketing online são:

Site

Dependendo da sua area de atuação , o site pode ser a vitrine do seu negócio, seu cartão de visitas, portfólio de trabalhos e case studies, etc. As vezes basta um blog, e como veremos adiante as vezes nem isso é preciso.

Blog

Blog é uma ótima maneira de manter sua audiência a par de seus conhecimentos e novidades. Blog é mais dinâmico que um site e cria um maior diálogo com o leitor.

Fóruns

Seja pró-ativo. Participe de foruns relacionados ao seu assunto de especialidade. Aumente assim sua reputação online e crie uma rede de contatos.

Artigos

Escreva artigos profissionais e informativos sobre sua area de atução e os publique em diretórios de artigos, como por exemplo no www.artigonal.com.
Publicar artigos é uma ferramenta de extrema importância. A publicação de artigos profissionais aumenta sua reputação online pois assism os leitores podem ver o quanto você entende do assunto (vale muito mais que uma propaganda).
Publicar artigos de graça no artigonal.com também lhe expõe a uma quantidade imensa de leitores (seus clients potenciais) – muito mais que se publicados apenas em seu site ou blog.
Como é possível incluír links no seu perfil do autor, publicar artigos no artigonal.com ainda aumenta o tráfico ao seu site ou blog, complementando assim sua estratégia de marketing online para o seu negócio.
E se você não tem site ou blog, ainda assim pode usar a publicação de artigos como ferramenta de marketing online, incluíndo em seu perfil do autor outros dados de contato como e-mail ou telephone.
E tudo isso gratuitamente!

Escreva e publique seus artigos, mostre o que você faz melhor.

Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/marketing-na-internet-artigos/marketing-de-graca-e-possivel-1100355.html

Escrito por Gustavo Branda in: Apple |
nov
06
2009
0

Prefeito de Passo Fundo visitou a sede da O2 Comunicação

No dia 05 de Novembro o prefeito de Passo Fundo, Airton Dipp visitou a sede da O2 Comunicação, após um café da manhã no PoloSul.org (Polo de Exportação de Software do Planalto Médio) onde a O2 Comunicação se encontra como empresa incubada. Na oportunidade foi apresentado ao Prefeito, Vice-Prefeito e secretários o trabalho que o Polo vem fazendo para fomentar o Setor de TI da região. Também esteve presente Charles André Schimmock Diretor de Sistemas da Unidade Passo Fundo da empresa MV Sistemas. Após a apresentação feita pelo presidente do Polo Pedro Muller foi feita a visitação a sede da O2 Comunicação.

Escrito por Rafael Costa da Silva in: O2 |
nov
05
2009
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Planejamento é a solução de todos os problemas.

O Planejamento estratégico é um processo gerencial que diz respeito à formulação de objetivos para a seleção de programas de ação e para sua execução, levando em conta as condições internas e externas à empresa e sua evolução esperada.

Assista ao video e veja  por que o Planejamento é a solução de todos os problemas.

nov
04
2009
1

Posicionamento

Pense em posicionamento como a percepção que o seu público-alvo tem de seu produto. Você tem controle total sobre este elemento de seus esforços de marketing, que é crucial para o restante do desenvolvimento do seu plano. Planejar o posicionamento de seu produto envolve levar em consideração questões como a concorrência e como os produtos dela são vistos, as necessidades e desejos do seu público-alvo e o elemento mágico ou dramático que seu produto ou serviço naturalmente tem sobre ele.

Em mercados cheios, é muito importante posicionar o seu produto adequadamente. Pense nas mensagens publicitárias com as quais seu público é bombardeado todos os dias. Para se destacar, seu produto tem de ter uma posição clara na mente das pessoas. Mas como você atinge o posicionamento para o seu produto?

Primeiro, você tem de determinar um posicionamento amplo. Isto significa determinar se seu produto deve cair em um nicho, ser um líder de baixo custo ou um produto diferenciado. Estes são diferentes caminhos estratégicos que levarão em diferentes direções quando você sintonizar bem a sua mensagem. Pense nas qualidades de seu produto, seus pontos fortes e fracos, as oportunidades que você descobriu, o preço que você considerou e seu mercado-alvo para determinar que posição ampla será tomada.

Depois, você tem de determinar um posicionamento específico. Isto pode ser baseado em uma determinada qualidade ou benefício de seu produto tal como a facilidade de uso, durabilidade, confiabilidade, segurança, conveniência, etc. Em alguns casos você pode até mesmo posicionar seu produto baseado em duas qualidades. Por exemplo, pense na Volvo (em inglês). Segurança e durabilidade são as posições principal e secundária da Volvo.

Comece a definir o seu posicionamento respondendo a perguntas como:

Qual opinião seu público já tem e como você pode ligar seu produto a ele?
Quais são as necessidades e desejos do seu público-alvo?
Há alguma lacuna que o seu produto possa preencher por meio do posicionamento direcionado?
Há certos atributos da empresa sobre os quais você pode se apoiar, tais como experiência ou pioneirismo no negócio?
Quais são os maiores benefícios do produto e como você pode capitalizá-los?
Há algum uso ou aplicação específica ao qual o seu produto se adapte particularmente bem?
Seu público-alvo é identificado como independente o suficiente para criar uma posição com base em sua singularidade?
Você pode iniciar uma idéia de posicionamento a partir do posicionamento da concorrência?
Você pode basear a posição nas estratégias de qualidade e de preço?
Você pode posicionar o produto com base nas oportunidades que descobriu na pesquisa?

Isso pode ajudar a montar uma tabela destas questões para comparar e estreitar sua opinião para o posicionamento. Fazendo isso, você também pode incorporar os níveis de importância para algumas das questões apresentadas. Por exemplo, se você lista as necessidades e desejos de seu mercado-alvo, pode ser útil classificá-los de acordo com a importância para ele. Se você listar os pontos fortes e pontos fracos de seu produto, também pode ser útil colocá-los em ordem do maior para o menor.

Uma vez que você determinou o posicionamento de seu produto, passe por essas questões para refiná-lo mais ainda:

Como você pode simplificar a mensagem para transmiti-la? – lembre-se: mais geralmente é menos.)
O nome do seu produto se adequa ao seu posicionamento? – o nome de seu produto é uma parte importante da sua estratégia de posicionamento. Se ele não se adequa, você terá muito trabalho.
A posição é possível?
Seu público-alvo vai se preocupar e notar seu posicionamento?
A posição é muito ampla ou estreita?
A posição é clara e compreensível?

Posicionamento de valor
A posição de seu produto, juntamente com seu preço e canais de distribuição, determinarão sua posição de valor. A posição de valor é basicamente a classificação do produto quanto a qualidade alta/custo alto, qualidade média/custo médio, qualidade baixa/custo baixo ou até mesmo qualidade média/custo baixo ou qualidade alta/custo baixo. O que você está tentando deixar claro para o seu público-alvo é a relação valor/custo de seu produto em relação ao usuário.

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