mar
16
2010
0

Branding e Valor de Marca

Em tempos de consolidações de setores marcadas por grandes aquisições e fusões, acho oportuno falar de valor de marca, mesmo correndo o risco de ser superficial em função de espaço tão pequeno para tema tão grande.

Antes de tudo, vale definir o objeto da avaliação.

Segundo o Branding, marca é uma cultura e uma dinâmica de relações entre a empresa/produto e a comunidade, que cria valor para todas as partes integrantes do ecossistema em que esse valor é criado.

Para o Branding, ao falar de valor de marca, o inglês é mais preciso que o português para denominar o tema tratado.

Falamos de Brand Equity e não de Brand Value. Porque, enquanto Brand Value se refere ao valor de um nome com seus atributos percebidos — foco mais familiar ao marketing —, Brand Equity diz respeito à capacidade de uma marca de alavancar negócios em seus mercados — alavancar capital, talentos, distribuição, consumo, parcerias, etc.

Por isso, o Branding define marca como uma cultura e uma dinâmica de relações, isto é, Brand Equity.

Vale ainda abrir a compreensão do conteúdo dessa definição:

Cultura de marca — é uma maneira de pensar que cria produtos, serviços, processos, sistemas e procedimentos que são adotados pelo mercado e se instalam no estilo de vida das pessoas com respectiva percepção de valor.

Dinâmica de relações — é o que caracteriza a natureza de uma empresa nos dias de hoje. Segundo os mestres em excelência de gestão, como a FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), empresa é um sistema vivo integrante de um ecossistema que, por definição, é uma dinâmica de relações.

Então está combinado que estamos falando de Brand Equity e não de Brand Value, certo?

Essa expressão, Brand Equity, passou a ser usada pelos analistas do mercado de capitais para denominar o valor de uma empresa na medida em que a imprevisibilidade e a incerteza foram se instalando em nossos cenários, aumentando o valor das garantias de resultado futuro e, conseqüentemente, fazendo crescer de maneira extraordinária a diferença entre o book value e o market value de uma operação.

De fato, a melhor aferição do valor de uma marca é feita na Bolsa de Valores porque lá os ativos intangíveis se integram aos tangíveis para resultar no preço de determinada operação, em que se inclui as tais garantias de sucesso continuado. Isso mesmo: é essa somatória de tangíveis e intangíveis que se chama Brand Equity.

Mas chega de teoria. Vamos à prática, com o exemplo do Google.

No momento em que escrevemos esse texto, o valor de mercado de Google era sete vezes maior que seu valor de livro.

A que se refere essa diferença não contabilizável?

Além das especificidades de cada setor, temos algumas variáveis comuns que definem o conteúdo de uma diferença como essa: a competência da visão e da gestão da liderança; o conhecimento do negócio e do mercado que a empresa domina; a qualidade das relações que tem com seus clientes, acionistas, fornecedores e consumidores; a cultura organizacional e a sua logomarca com todos os atributos de imagem a ela relacionados.

Fiz questão de dizer logomarca e imagem para não confundir com marca, enquanto ativo estratégico, que é como o Branding trata o assunto.

Marca como ativo estratégico se refere a uma identidade, a um jeito de pensar e fazer, que dá suporte a uma imagem; e não se refere apenas ao nome e à imagem.

Voltemos ao Google.

Quanto vale sua logomarca e seus atributos de imagem sem seu network, sua filosofia, seu conhecimento, sua gente, suas políticas, seus processos e sistemas?

Se Google quiser mudar de nome, basta me dar seu novo nome, uma verba e um prazo que faço a mudança com um mínimo de risco de a operação perder valor de mercado.

Por outro lado, se alguém comprar apenas o nome Google, não tenho a menor idéia do que ele pode fazer para não perder o valor que ele pagou, por menor que seja. Porque é a identidade, e não a imagem Google, que garante seu valor.

Assim, concluindo, o valor de uma marca reside na expectativa do mercado, sim, em uma imagem — desde que, no entanto, essa expectativa esteja fundamentada principalmente em uma capacidade de entrega que resulte de um jeito de pensar e fazer, de uma identidade que se atualiza e se materializa, com freqüência e agilidade, em ofertas de valor para todos os seus públicos.


Fonte: Por Ricardo Guimarães, in www.meioemensagem.com.br

Escrito por Gustavo Branda in: Branding,Google,Marketing | Tags:, , , , , , ,
mar
07
2010
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Avon gera mistério

Top model Ana Beatriz Barros estrela a campanha da nova fragrância da marca

Para apresentar às consumidoras brasileiras Eternal Magic, sua nova fragrância direcionada ao público feminino, a Avon estreia na próxima segunda-feira (01) campanha. A ação inclui folheto Avon, anúncio perfumado em revistas e filme na TV, protagonizada pela top model brasileira Ana Beatriz Barros.

Criado pela 141 Soho Square, o filme apresenta a modelo em um clima de mistério, sedução e romance. Após aplicar a nova fragrância, Ana, trajada com vestido lilás de noite, entra num baile de gala, usando máscara na mesma tonalidade da roupa. Após percorrer o salão e olhar ao redor como se estivesse procurando por algo, a protagonista é notada por um rapaz, que também está de máscara e a segue pela casa. Ao perceber que está sendo seguida, a modelo sai para o jardim e tira o adereço do rosto, olhando  fixamente para o homem. Quando os dois se encontram e se tocam, o filme termina com a tag line “Algumas mulheres conquistam você, outras conquistam você para sempre”.

O filme, com duração de 15” e 30”, será veiculado em rede nacional nas principais emissoras de televisão do País – Globo, SBT, Record, Record News Rede TV e Band. Os canais a cabo TNT, Universal, Fox, Warner, Multishow, Telecine Pipoca e Premium, Sony, GNT, HBO, Megapix, Discovery Home & Health, Fashion TV e Axn exibem a campanha a partir de 21 de março.

No mês de março as revistas Caras, Contigo e Quem trazem a propaganda impressa e, em Abril,  Claudia, Nova, Marie Claire, Criativa, Estilo, Elle, Boa Forma, Gloss, Manequim, Caras, Contigo, Quem, Isto é Gente, Vogue e  L’Officiel divulgam Eternal Magic.

A campanha de comunicação da nova fragrância da Avon contempla também o patrocínio da 3ª temporada do programa “Esquadrão da moda”, do SBT.

fonte: www.propmark.com.br

dez
08
2009
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Glossário de Marketing & Business – Parte 2

C

CACHÊ – pagamento feito a um artista
CACHECT – pagamento feito a trabalhador avulso
CACO – gíria teatral, improviso com efeito cômico (ou gag)
CALHAU – anúncio que servem para preencher buracos na página, originado por falta de material, erro de calculo do diagramador ou sobra de espaço muito pequenos para outra matéria, podem também serem espaços permutados
CAR CARD – pequeno cartaz que se fixa no interior de veículos de transporte coletivos
CARRY-OVER – transporte
CASE – fato acontecido que serve para exemplo
CASH-AND-CARRY – pagamento na “boca-do-caixa” à vista
CASH-FLOW – fluxo de caixa
CEILING PRICE – preço teto
CEO (chief executive officer) – não se pode traduzir esta expressão da língua inglesa, que não apenas significa “presidente”, como nem tem correspondente na hierarquia das organizações brasileiras. Nem por isso, deixa de ser uma expressão-chave, tanto para compreender o funcionamento das empresas estrangeiras (principalmente as norte-americanas) como para entender como diversas empresas tem uma pessoa no cargo de presidente e outra no cargo de CEO.
CHAIN STORE – cadeia de lojas especializadas
CHANNEL OF DISTRIBUTTION – canal de distribuição
CHARGE – cartum, crítica humorística em desenho
CHECK – controle
CHECK LIST – lista de conferência, lista de ordenação
CHECK OUT – caixa registradora de supermercado, balcão de controle
CIPA – (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES) – Organismo criado dentro de uma empresa, por determinação legal, a fim de aplicar e fiscalizar o cumprimento das leis e normas inerentes à prevenção de acidentes de trabalho.
C.I.F. – (COST, INSURANCE AND FREIGTH) – custo, seguro e frete. Na importação de mercadorias, o preço cotado pelo vendedor estrangeiro inclui todos os gastos de qualquer espécie até o porto de destino
CLIPPING – recorte de jornal, ou conjunto de recortes recebidos por um interessado, através de serviço de apuração, seleção e coleção de noticiários, artigos, matérias, editoriais, etc
CLOSE-UP – tomada de imagem em primeiro plano
CLOSING DATE – data de encerramento, prazo final
COLIS POSTAUX – encomendas postais
COMISSION HOUSE – casa comissária
COMERCIAL ACTION – leilão comercial
COMMODITH EXCHANGE – associação comercial, bolsa de mercadorias
COMPANY – sociedade americana similar à sociedade anônima brasileira
COMPETITION – concorrência
CONSUMER – consumo
CONSUMER BEHAVIOS – comportamento de consumo
CONSUMER’S COOPERATIVE – cooperativa de consumidores
CONSUMER’S – GOODS – bens de consumo
CONTAINER – cofre/caixa de carga especial, geralmente de grandes dimensões, para transporte de mercadorias. Acoplável a plataforma de caminhão, trem ou navio.
CONTROLER – auditor
COOPERATIVE MARKETING – comércio cooperativo
CONVENIENCE GOODS – bens de conveniência
COPIDESCAR – revisar um texto, melhorando a redação final, eliminando elementos supérfluos.
COPY – texto
COPY DESK – adaptador de textos (a um gabarito)
COPY WRITER – redator
COPYRIGHT – direito de cópia ou direito de reprodução, direito de propriedade intelectual que tem um autor de uma obra literária
CORPORATION – corporação, conglomerado de empresas com características peculiares e de âmbito multinacional
COUNTER CAR – pequeno cartaz para ser colocado sobre balcão
CREDIT – crédito
CLUSTER ANALYSIS – agrupamento de variáveis de características semelhantes.
CUSTO POR MIL – em publicidade, define a medida-padrão na relação entre o custo da mídia e a audiência, calculado pela divisão do preço de uma inserção pelo total do público-alvo expresso em milhares (de lares ou pessoas).

dez
06
2009
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Glossário de Marketing & Business – Parte 1

A

ACCOUNT EXECUTIVE – contato
AD LIB – do latim ‘à vontade’, sem referência no roteiro, improviso
ADVERTISING – propaganda
AGENT – agente, corretor
AID – auxiliar, elemento de auxílio
ASSEMBLING – concentração de recursos, concentração
AUTOMATIC SELLING – venda automática em varejo feita através de máquina

B

BACK LIGHT – contra luz, nome dado também a painéis luminosos feitos com lonas “Night end Day” (transparentes) que são iluminados por trás
BACKGROUND – experiência acumulada; em cinema e tv se refere a música ou ruídos ao fundo abreviada pela sigla BG
BANNER – bandeirola
BEHAVIOR – comportamento
BELLE ÉPOQUE – expressão francesa que se refere à época situada entre meados do século 19 e a I Guerra Mundial, na qual predominaram o colonialismo, a estabilização da economia, a revolução sexual (com alta dose de luxúria e erotismo)
BENCHMARKING – pesquisa de referências de excelência; copiar o que deu certo
BENDAY – retícula
BENEFITS – benefícios, vantagens
BILLING – faturamento
BIGCLOSE – plano muito próximo que mostra, por exemplo, somente a orelha do ator, dominando praticamente toda a tela
BLUECHIP – ação de alto valor
BLUE SHEET – requisição
BOARD OF DIRECTION – conselho diretor
BRAINSTORMING – técnica de criatividade utilizada com maior número de idéias possíveis no tempo mais rápido, criando soluções para determinados problemas
BOOM – é o período da vida econômica caracterizado por grande procura
BRANCH HOUSE – filial
BRANCH OFFICE – escritório regional
BRANCH STORE – loja filial
BRAND – marca, nome, sinal, símbolo e desenho que identificam um produto, logotipo
BRAND EQUITY – saúde da marca, força, aura da marca, vantagem competitiva atribuida a marca, associações, conhecimento, lealdade…
BRAND IMAGE – imagem de marca
BRAND LOYALTY – fidelidade de marca
BRAND PRODUCT – marca de produto
BREAK-EVEN – POINT – ponto de equilíbrio, ponto de partida, ponto de ruptura, ponto crítico
BRIEFING – conjunto de instruções, diretrizes ou informações transmitidas, de forma resumida e por escrito
BROADCAST – em distribuição significa o sistema aberto (horizontal e vertical)
BROADSIDE – impresso de propaganda utilizado como peça de lançamento de um produto ou de esclarecimento relativo a uma campanha. Destinado normalmente a vendedores ou revendedores
BROKER – corretor
BUDGET – orçamento
BUYER – comprador
BUYER – SEHAVIOR – comportamento do comprador
BUYNG POWER – poder de compra
BUSINESS – negócios
B2B – ou seja, business to business, de negócio para negócio. Operação comercial realizada entre organizações.

set
26
2009
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Descobrindo o que é Branding.

Branding é um sistema de comunicação que deixa claro porque a marca importa. É, também, o nome que se dá ao processo de construção da marca. Ele trabalha as impressões e a relação que o consumidor tem a respeito deste produto ou serviço, a imagem que ele passa e o que ele representa na vida de quem o adquirem. É um fator relevante da estratégia corporativa, em direção ao desenvolvimento de uma vantagem competitiva sustentável.

Diferentemente do que muitos pensam, não se trata de um método específico, mas sim de uma maneira de pensar, uma filosofia de trabalho que utiliza conceitos de design, marketing, administração, antropologia, ti, arquitetura e propaganda para operar com um universo de valores que representem sua empresa para consolidá-la perante seus clientes. Significa, também, criar uma associação emocional entre o cliente e um produto ou serviço da empresa por meio de uma mensagem clara que desperte o real interesse do consumidor.

Uma marca (Brand)* forte é requisito básico para competir e se sobressair no mercado dinâmico em que vivemos atualmente. Utilizando os conceitos de Branding, a O2 Comunicação pode criar essa imagem forte para transmitir segurança e confiança perante o consumidor. 

Segundo uma pesquisa realizada pela Yankelovich & Partners, se você tem uma marca forte, as pessoas:

• preferem seus produtos
• pagam mais pelos seus produtos
• recomendam seus produtos a outras pessoas
• se predispõem a aceitar seus novos produtos e sua entrada em novos mercados
• recomendam sua empresa como um bom lugar para trabalhar
• recomendam sua empresa para uma possível joint-venture
• acreditam em você em tempos de crise
• estão inclinados a investir em você e em seus produtos

* Brand é uma palavra de origem inglesa que significa marca ou marcar. Esta palavra vem do ato dos criadores de gado marcarem seus rebanhos com ferro quente para identificá-los como suas propriedades. O ato de marcar o gado não era só a caráter de identificação, mas também um símbolo da qualidade do animal, da procedência, da alimentação, enfim, de suas origens não duvidosas em relação a reputação do criador e de seus produtos. Desta forma, podemos dizer que Brand (marca) é a união de recursos tangíveis e intangíveis, simbolizados num logotipo, gerenciados de forma adequada e que criam influência e geram valor.

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